Nerds e o Dia de São Patrício

Postado por Sr. B em 16 de março de 2016

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17 de Março é uma data comemorada no mundo inteiro por ser o Dia de São Patrício, o santo padroeiro da Irlanda. Pubs Irlandeses fazem festas animadíssimas, todo mundo bebe chopp verde, se veste de verde e comemora animadamente com amigos e desconhecidos. Mas como ficam os nerds nesta história toda? Onde eles se encaixam? Bem, vejam alguns hábitos clássicos de nerds no feriado mais alcoólico de todo o mundo:

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Resenha: “Ex Machina”

Postado por Sr. B em 12 de março de 2016

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O desenvolvimento de uma inteligência artificial é um conceito amplamente divulgado entre fãs de ficção científica desde, bem, desde que ela começou a ser escrita. Dos maravilhosos livros e contos de Isaac Asimov, passando pela obra conjunta de Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick, o revolucionário e enigmático “2001: Uma Odisséia no Espaço” até chegarmos à fartura de filmes com efeitos especiais de hoje. Bem, “Ex Machina” (2015) é mais um filme sobre inteligência artificial. E por quê alguém deveria ver este filme em meio a tantos outros?

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#leiamulheres

Postado por Srta. J em 9 de março de 2016

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Todo mundo já parou para pensar em quantos livros já leu ou lerá, ou fez alguma lista de quantos livros leu no ano ou lerá no ano que começa. Sempre tentamos ser pragmáticos quando se trata de leitura. Mas será que paramos para pensar sobre nossas leituras para além de listas e objetivo do goodreads? Em nossa lista dos favoritos há quantas mulheres? Confesso que no meu top5 só foi ano passado que surgiu uma mulher, Virginia Woolf.

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Transformando o cosplay em fantasia

Postado por Srta. L em 5 de fevereiro de 2016

 

Muita gente que não curte muito Carnaval já está preparando maratonas de cinema, Netflix, churrascos na casa de amigos ou planejando uma fuga para descansar. Mas os dias de folia também podem ser bastante inclusivos e divertidos para nerds, geeks e afins, com opções bem bacanas e divertidas de blocos de rua.

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Prazer, meu nome é Pool. Deadpool.

Postado por Sr. B em 3 de fevereiro de 2016

Pára de bisbilhotar, o post é meu.

Fãs de quadrinhos já o conhecem há tempos. Quem já viu o filme “Wolverine – Origens” teve um vislumbre do personagem. Enfim, o filme está próximo de ser lançado nas telonas do mundo inteiro e muitos devem estar se perguntando: quem diabos é esse maluco de malha vermelha que fica falando besteira o tempo todo?

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The Division BETA

Postado por Sr. D em 2 de fevereiro de 2016

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Nós, Coelhos Ninjas, estamos sempre procurando formas de nos entreter especializar na arte da guerra, entre uma missão de assassinato resgate e outra. Alguns anos atrás, foi anunciada a criação de um simulador de um brilhante atentado uma catástrofe biológica, que, sem dúvida, nos proporcionaria inúmeras horas de diversão um árduo estudo.

Eis aqui, portanto, meu primeiro resenha relatório de campo:

Um pouquinho da história por trás de The Division: um patógeno altamente mortal foi liberado nas notas de dólar (muito interessante um ataque ao fetiche do dinheiro; cá entre nós, não compreendo a ideia de continuar usando dinheiro físico)  durante a Black Friday. Os serviços e o governo começaram a ruir. Um grupo treinado para cenários, onde praticamente não existe mais cadeia de comando, foi ativado – você pode imaginar como o equivalente bonzinho de células terroristas. Essas células são operativos que funcionam sem muito apoio logístico ou relacionamento com outros grupos. Sua missão primária: salvar vidas e ajudar a restabelecer os serviços e o governo.

Você pertence a segunda onda desses operativos (a primeira não foi tão bem sucedida) a ser enviada para NY, a cidade está devastada, sem energia, montanhas de lixo estão em todos os lugares, poucas pessoas na rua, não existe mais polícia ou bombeiros, a energia elétrica é intermitente, a água também e zonas com altos graus de infecção são constantes na cidade.

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É neste cenário devastado, com poucas perspectivas de sucesso, que você começa. O gráfico está bem legal, com uma boa variação climática, sujeira e destruição por toda cidade. Mesmo assim, ainda está pior que e3 de 2013 (lembrando que o vídeo da e3 foi provavelmente feito em um PC de dev e eu estou jogando no Xbox One), mas já está melhor que no alpha (então acho que, possivelmente, vamos ter uma melhoria de qualidade na edição de venda). Mesmo com a qualidade pior que no demo, ela ainda é boa, mas não tão boa quanto Battlefront (ainda bolo com Endor; a variedade das plantas; a chuva; a lama nas armaduras dos stormtroopers e nas pernas do AT-ST….).

A ambientação é assustadora. O jogo sem trilha sonora (espero que não seja um problema do Beta) deixa a tarefa de andar nas ruas desertas de Manhattan um sentimento de solidão e derrota muito pungente…. Ratos, corvos e cachorros são companheiros na exploração – por vezes vemos os ratos lutando com os corvos como os players na Dark Zone (pvpve zone). A neve está por toda parte, mas não a neve branquinha dos filmes Disney, uma neve mais real: suja e amontoada nos cantos.

Neve e fogo, Gameplay The Division
A foto da tela é meramente ilustrativa. Inicialmente, não sabia que usaria no post. ^^

 

TK haterMesmo assim está horrível!!!! [HATER ALERT]

O jogo é um cover-shooter em terceira pessoa junto com um MMO-RPG. São dois estilos distintos unidos e isso pode ser muito bom ou muito péssimo. As armas de mesma classe (rifles de assalto, escopeta, snipers, submetralhadoras e pistolas), por exemplo, variam muito pouco e a sensação quando você atira é muito igual.

Mesmo os perks e os bônus dos seus mods não são tão perceptíveis. Jogos de tiro em terceira pessoa tendem a privilegiar jogadores casuais, onde é melhor ter uma submetralhadora para você poder spamar tiros. Além disso, tiros na cabeça não matam instantaneamente. Isso significa que você tem que dar 4 tiros às vezes pra matar alguém, o que não inviabiliza o bom uso do sniper, mas realmente dificulta seu uso contra outros players.

O Beta tem apenas uma missão e alguns side quests, que são facilmente zerados em poucas horas. Um dos grandes medos é que as áreas de mundo normal (não pvp), onde esses eventos se desenrolam, fiquem completamente inúteis após as missões serem completadas e, como os encontros aleatórios com IA são poucos, raros e com spawns longos e inconstantes, boa parte do tempo de jogo se passa em apenas andar procurando algo pra fazer.

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Dark Zone

Essa é a melhor e a pior parte do jogo. Com mais de 20 horas de jogo até agora, passei mais de 15 horas só nessa área. Na DZ existem encontros especiais com mobs e chefes onde caem loots melhores e especiais e onde podemos ver o open world funcionando. Às vezes você está ralando para matar um chefe sozinho e repara que do nada nem todos os minions dele estão mirando em você, outro player estava passando e resolveu matar essa mob também.

Legal, né? Nem tanto. O chato da DZ também está aí: todos os itens especiais que caem devem ser “extraídos” antes de poderem ser usados e até serem “extraídos”. Se você for morto, eles caem no chão para todo mundo pegar, mas não só isso: os itens especiais são “guardados” enquanto não são extraídos em uma bolsa amarela fluorescente que simplesmente avisa qualquer player que você está com um item a ser extraído. Além disso, as extrações só podem ser feitas em lugares marcados (vem um helicóptero pegar) e, no intervalo entre você chamar o helicóptero e ele chegar, em 120 segundos, TODO O MAPA sabe que você está extraindo alguma coisa. Isso sem mencionar os terríveis 5 segundos onde você têm que estar no meio do lugar debaixo do helicóptero sob o holofote enquanto você está esperando a bolsa ser presa na corda que vai levar os itens para cima (coisa que simplesmente vai contra a natureza de todos os Coelhos Ninjas).

Essa mecânica, juntamente com a baixa penalidade por ser um “rogue agent”, [um agente que apenas feriu (20 segundos de rogue) ou matou (90 segundos) outro agente que não fosse um rogue antes.] tem uma penalidade muito pequena e praticamente nada ocorre. Caso você mate outro agente e sobreviva os 90 segundos (cumulativos se você matar mais de uma pessoa), você ainda é recompensado (150 $DZ). Se você morrer, vai apenas perder um pouco de XP e um pouco de dinheiro – que não eram seus pra início de conversa porque você pegou do cara que matou.

Resumindo: é muito mais fácil ficar esperando perto das zonas de extração para emboscar alguém que tenha passado os últimos 30 minutos ganhando o loot do que efetivamente ir ganhar o loot. E, como é tão fácil assim, se você não conseguir matar o cara, você não perdeu quase nada.

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Nesses últimos dias vi alguns casos de jogadores legais que ajudaram outros quando um rogue aparecia – eu mesmo passei a ser um caçador implacável de rogues, apenas pela raiva que dá ver todo seu trabalho para conquistar um item especial ser simplesmente roubado por alguém. Mas vi MUITO, MUITO mais rogues. Isso meio que condena o jogo, não faz nenhum sentido eu me dar ao enorme trabalho de passar por todos os N minions de um boss, matar o boss conseguir o loot especial pra ser emboscado e morto por dois players – até de níveis mais baixos que o meu – enquanto eu estiver extraindo o loot.

Isso significa que ser um jogador solitário nesse jogo será muito difícil. Como Destiny, o jogo tem muito potencial. A história aliada ao cenário pode ser um dos pontos fortes junto com a DZ, mas, se a DZ não for modificada antes do jogo, este jogo será mais uma decepção.

 

 

 

 

*revisões efetuadas pelo MUITO malvado Sr. B e Srta L.

Z-Nation e The Walking Dead são realmente parecidos?

Postado por Srta. L em 21 de janeiro de 2016

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“I give you mercy!”

A segunda temporada de Z Nation, do SyFy, acabou de estrear no Netflix e, mais inevitável do que fazer uma maratona insana, é comparar esse seriado de zumbis com The Walking Dead. Por que não? TWD é só em fevereiro…

Confesso que achei o Z Nation por acaso no Netflix enquanto zapeava no controle remoto com as mãos trêmulas pela abstinência de TWD. Resolvi experimentar e foi divertido na primeira temporada, principalmente pelo exercício mental e hilário de encontrar TODAS as referências de personagens de TWD em Z Nation. A série foi escrita pelos fãs de TWD e tem baixo orçamento, é uma produção B.

Mas tudo bem, Star Wars também é uma produção B e fez o maior sucess… OPs.

Vamos às semelhanças então:

1.A própria Michonne porradora
A Warren é negra, tem um facão e é muito badass.

 

2. O próprio Eugene e sua cura fake
O Murphy é o salvador da humanidade deles. Mas, como você sabe, Lei de Murphy…

3. Um casalzinho romântico que só se fode como Glenn e Maggie
Eles são Mack e Addy (ou eram…)

4. Um Daryl <3 estilo High School Musical
Ele é o 10k e não erra nenhum tiro! Ou quase…

5. Uma pseudo Rosita para dar aquele toque latino
Mas que fica meio desparafusada depois que pega o vírus do Murphy-humano-zumbi

6. Um velhinho legal que costura as pessoas quando dá
O Doc é o Hershel em sua versão chapada de Oxycontim

 

E as similaridades param por aí: na tentativa frustrada de construir personagens que, nem de longe, vão ser tão complexos como os de The Walking Dead. Além disso, o roteiro é ruim, os atores são ruins e os efeitos especiais são péssimos.znationnicetry

Mas nem tudo está perdido. Sempre tem coisa boa: em Z Nation eles falam a palavra “zumbi” com todas as letras e…e… Bom, é isso. Foi mal aí!

Continuo batalhando para não desistir da 2ª temporada e ver até o final, mas tem muita viagem na maionese vindo.  E, não, um apocalipse zumbi não é viagem por si só, é completamente possível, tá?   

E vocês? Acham que tem salvação (pro seriado e pros nossos heróis da resistência)? No mercy para vocês! 🙂


“Knowledge comes with death’s release”

Postado por Sr. D em 12 de janeiro de 2016

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O mestre coelho das imagens/disfarces/personas/personalidades, no último domingo (10), nos deixou rumo a mais uma de suas jornadas em busca de conhecimentos arcanos, mundanos, humanos. Carregava consigo seu manto ficcional da idade de 69 anos adornado com um brocado caleidoscópico de todas as máscaras que usou e, com um salto singelo – melancólico quase -, o mestre bardo ascendeu na sublime jornada do conhecimento advindo da libertação da morte.

Os coelhos não choram sua perda. No entanto, choramos ao compreender que, mesmo em sua distância, sua proximidade não tem par. Ele é uma indelével marca em nossas formações, já que não tivemos uma “fase Mestre Bowie”, porque fases são passageiras.  Cada um de nós carrega consigo, uma infinidade de momentos embalados por sua presença camaleônica, momentos de tristeza embalada com Little bombardier, Bewlay brothers, Heroes…

Mudamos com Changes, todos nós, estranhos coelhos oh you pretty things viemos para ficar, lutamos pela pílula, discutimos a superpopulação, we are hungry man. Vimos os horrores das guerras antes e depois, nos disfarçamos com Fashion, nos sentimos distantes como Starman, fizemos Modern love, dançamos com sapatos vermelhos em Let’s dance e sonhamos com Major Tom em Space Oddity.

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Mestre Bowie descia de sua toca nas montanhas enevoadas e chuvosas com seus profundos olhos de cores diferentes; tal qual Odin, seu olho foi dado em troca de conhecimentos mais profundos. Seus olhos nos perscrutavam, mas viam fundo, mais que gênero, raça, cor ou qualquer dessas banalidades. Bowie via fundo, à frente do seu tempo e do nosso tempo. Foi um dos libertadores de todos os coelhos que vieram antes de nós, pois foi diferente, sem medo, foi sarcástico, belo, cruel, sem rancor. Rebel Rebel.

Domingo, ao redor das fogueiras, os coelhos derramam lágrimas de amor e compreensão quando nos voltamos para os céus e vislumbramos o cintilar musical da Black Star.

Look up here, I’m in heaven
I’ve got scars that can’t be seen
I’ve got drama, can’t be stolen
Everybody knows me now
(Lazarus 2016)

Black Star

Jessica Jones: o feminismo no universo da Marvel

Postado por Srta. L em 25 de novembro de 2015

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Ok. Admito. Eu não sabia nada sobre Jessica Jones até a Netflix lançar a série e eu resolver experimentar mais uma série de quadrinhos da Marvel…zzzzzz que meu Coelho Ninja me mostrava.

Você também não?

Então aqui vai tudo o que você precisa saber antes de começar sua maratona:

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NADA!

Vá sem medo, de peito aberto. A série é maravilhosamente completa e, ao contrário do que se poderia imaginar levando em consideração sua origem nas HQs, Jessica Jones não é uma série sobre super-heróis.

Além de ter uma baita personagem legal – ela é forte, complexa, intrometida, teimosa, durona, boca suja e gosta de sexo :O – , Jessica Jones reúne todos os ingredientes fundamentais na construção de uma série feminista!

Simmmmmm! Finalmente a indústria do cinema conseguiu produzir um material de qualidade e provar que é possível, sim, fazer sucesso tendo uma mulher forte e imperfeita como protagonista.

Não vou dar spoiler aqui, mas, quando você assistir, vai conseguir reconhecer direitinho os elementos que criam uma relação abusiva e as consequências na vida da mulher abusada.

Não podia deixar de falar de Jessica Jones hoje, que é Dia Internacional da Luta contra a Violência à Mulher. Se tiver alguma amiga nessa situação, dê apoio! Ajude a denunciar!

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